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- Gabriel Perline e Thyago Furtado
Direto de São Paulo
A formação do último Paredão do BBB 10, realizada no domingo (7), no qual definiu Elieser, Dourado e Dicesar como adversários na votação do público desta semana, promete ser somente um episódio de uma história que acaba de se iniciar. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), maior representante da classe no País, promete não deixar as declarações do lutador no programa passarem despercebidas.
Isso porque logo após a formação do paredão, Dourado disse palavras ofensivas a Dicesar pelo fato de o maquiador tê-lo indicado para o voto popular. "Apesar de ser viado, tome atitude de homem", gritava o rapaz na área externa da casa.
As declarações de Dourado não foram bem vistas pelo público, muito menos por Toni Reis, presidente da ABGLT, que pede um posicionamento da Globo em relação às ofensas proferidas pelo rapaz no reality. "Infelizmente o Dourado está representando uma parte da população brasileira que ainda é homofóbica, discriminatória. Nós estamos questionando a postura dele e da Rede Globo em editar e passar este tipo de conteúdo. O programa é um dos mais vistos no País e isso incentiva ainda mais as pessoas a serem preconceituosas", disse.
Por se tratar da atração de maior audiência da TV brasileira, Toni acredita que o comportamento de Dourado já tem influenciado no comportamento de parte do público que assiste ao programa, visto que inúmeras comunidades em redes sociais que pregam o machismo e a homofobia possuem o lutador como ícone. "Recebi um e-mail pedindo providências em relação às comunidades criadas nas redes sociais em prol do Dourado, onde se incentiva o comportamento machista de bater em mulher e homossexuais. Muitas pessoas pensam como o Dourado e acho que a Rede Globo não tem sido responsável em exibir estas cenas", afirmou.
Toni reconhece a tentativa da emissora em colocar homossexuais assumidos e de diferentes perfis dentro do reality, mas ressalta a falta de cuidado com estes participantes. "O programa contribuiu ao colocar três pessoas assumidas. Isso é bacana de se mostrar. Mas da mesma forma que presta um serviço, eles mostram o lado ruim. Todo homossexual já foi vítima de preconceito e a Globo está exibindo isso em rede nacional e não tem feito absolutamente nada", comentou.
A reportagem do Terra entrou em contato com a Central Globo de Comunicação para saber do posicionamento da emissora sobre a reivindicação da ABGLT, mas ela se manteve neutra no caso. "A emissora não é responsável pelas declarações e opiniões pessoais dos participantes de reality show", disse sua assessoria de imprensa.
A família de Marcelo Dourado não foi encontrada pela equipe do Terra para comentarem o caso.
Boicote
A ABGLT promete não desamparar a classe a qual representa e cobrará respostas de todos os envolvidos e responsáveis pela conduta de Marcelo Dourado no BBB 10, não deixando escapar nem os patrocinadores da atração. "Estamos verificando as responsabilidades da Globo e dos patrocinadores do programa no caso para podermos tomar as devidas providências. Realizamos 180 paradas do orgulho GLBT no País e podemos mover uma grande campanha de boicote a todos eles caso estejam envolvidos e de acordo com a postura do Dourado", afirmou Toni.
Além disso, a empresa idealizadora do programa também poderá ser acionada pelos membros da Associação. "Entraremos em contato com a Endemol, que fica na Holanda, país que é tido como referência na defesa dos Direitos Humanos. Certamente não gostarão de saber deste caso existente no Brasil. Também estamos estudando a melhor forma de acionar o Ministério Público. Temos que ser muito cautelosos para não prejudicar a ABGLT. Temos conversado com nossos advogados para ter todo o respaldo necessário em nossas ações", comentou o presidente da Associação.
Redação Terra
Fonte: Portal Terra
Isso porque logo após a formação do paredão, Dourado disse palavras ofensivas a Dicesar pelo fato de o maquiador tê-lo indicado para o voto popular. "Apesar de ser viado, tome atitude de homem", gritava o rapaz na área externa da casa.
As declarações de Dourado não foram bem vistas pelo público, muito menos por Toni Reis, presidente da ABGLT, que pede um posicionamento da Globo em relação às ofensas proferidas pelo rapaz no reality. "Infelizmente o Dourado está representando uma parte da população brasileira que ainda é homofóbica, discriminatória. Nós estamos questionando a postura dele e da Rede Globo em editar e passar este tipo de conteúdo. O programa é um dos mais vistos no País e isso incentiva ainda mais as pessoas a serem preconceituosas", disse.
Por se tratar da atração de maior audiência da TV brasileira, Toni acredita que o comportamento de Dourado já tem influenciado no comportamento de parte do público que assiste ao programa, visto que inúmeras comunidades em redes sociais que pregam o machismo e a homofobia possuem o lutador como ícone. "Recebi um e-mail pedindo providências em relação às comunidades criadas nas redes sociais em prol do Dourado, onde se incentiva o comportamento machista de bater em mulher e homossexuais. Muitas pessoas pensam como o Dourado e acho que a Rede Globo não tem sido responsável em exibir estas cenas", afirmou.
Toni reconhece a tentativa da emissora em colocar homossexuais assumidos e de diferentes perfis dentro do reality, mas ressalta a falta de cuidado com estes participantes. "O programa contribuiu ao colocar três pessoas assumidas. Isso é bacana de se mostrar. Mas da mesma forma que presta um serviço, eles mostram o lado ruim. Todo homossexual já foi vítima de preconceito e a Globo está exibindo isso em rede nacional e não tem feito absolutamente nada", comentou.
A reportagem do Terra entrou em contato com a Central Globo de Comunicação para saber do posicionamento da emissora sobre a reivindicação da ABGLT, mas ela se manteve neutra no caso. "A emissora não é responsável pelas declarações e opiniões pessoais dos participantes de reality show", disse sua assessoria de imprensa.
A família de Marcelo Dourado não foi encontrada pela equipe do Terra para comentarem o caso.
Boicote
A ABGLT promete não desamparar a classe a qual representa e cobrará respostas de todos os envolvidos e responsáveis pela conduta de Marcelo Dourado no BBB 10, não deixando escapar nem os patrocinadores da atração. "Estamos verificando as responsabilidades da Globo e dos patrocinadores do programa no caso para podermos tomar as devidas providências. Realizamos 180 paradas do orgulho GLBT no País e podemos mover uma grande campanha de boicote a todos eles caso estejam envolvidos e de acordo com a postura do Dourado", afirmou Toni.
Além disso, a empresa idealizadora do programa também poderá ser acionada pelos membros da Associação. "Entraremos em contato com a Endemol, que fica na Holanda, país que é tido como referência na defesa dos Direitos Humanos. Certamente não gostarão de saber deste caso existente no Brasil. Também estamos estudando a melhor forma de acionar o Ministério Público. Temos que ser muito cautelosos para não prejudicar a ABGLT. Temos conversado com nossos advogados para ter todo o respaldo necessário em nossas ações", comentou o presidente da Associação.
Redação Terra
Fonte: Portal Terra
Conforme adiantado em reportagem publicada pelo Terra nessa terça-feira (9), Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), enviou um e-mail para a Endemol, empresa holandesa detentora dos direitos do reality show Big Brother, para denunciar as declarações homofóbicas de Marcelo Dourado no BBB 10.
Direcionada a Ynon Kreiz, presidente e chefe executivo da Endemol, a carta pede ajuda à produtora para dialogar com os produtores do programa sobre o caso, já que até o momento não obtiveram nenhuma resposta da Globo.
"Infelizmente, a ABGLT tem recebido queixas que o processo usado na votação dos participantes do BBB 10 tem favorecido injustamente o participante chamado Marcelo Dourado, que expressou opiniões sexuais, homofóbicas e de fobia a Aids no programa. Entramos em contato com a produção do reality show e também publicamos uma nota repudiando as atitudes de Dourado, mas não recebemos uma resposta oficial deles e continuamos a receber queixas", escreveu Toni.
"Desta forma, gostaríamos de pedir que nos ajudassem a dialogar com os produtores do programa e que as queixas que recebemos sobre a injustiça no processo de votação sejam verificadas, e que a cobertura de Marcelo Dourado não seja privilegiada, principalmente quando ele usa expressões vulgares contra as mulheres, homens gays e lésbicas e pessoas vivendo com Aids", completou.
Além de parabenizar a produtora pela iniciativa do programa, sucesso em vários países, Toni também ressaltou na carta a importância da décima edição do reality no Brasil para a comunidade LGBT, já que conta com a participação de três gays assumidos e tem colaborado para a discussão e redução de atitudes negativas contra os direitos da comunidade gay na sociedade brasileira.
"Ao contrário da Holanda, que é uma referência internacional para os direitos humanos, onde discriminação homofóbica é crime e pessoas do mesmo sexo podem se casar. No Brasil, casais do mesmo sexo têm atualmente 78 direitos negados que podem ser desfrutados por casais heterossexuais. Portanto a importância do debate levantado pelo BBB 10 no Brasil".
Redação Terra
Fonte: Portal Terra
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